Show de interpretação e argumentação no Júri Simulado

Texto por: Professor Mauro Rocha Mathias

Show de interpretação e argumentação no Júri Simulado1 600x398 - Show de interpretação e argumentação no Júri Simulado

No dia 17 de agosto, os alunos dos 9º anos realizaram um júri simulado inspirado na pergunta que movimenta o cenário literário desde o século XIX: Afinal, Capitu traiu ou não traiu Bentinho no romance realista de Machado de Assis?

As turmas foram divididas em dois grupos: um deveria construir, com base na obra, uma argumentação favorável à condenação da ré por crime de adultério – essa função coube à promotoria; outro, também embasado no livro, precisava construir uma argumentação que livrasse a ré de referida condenação – essa era a tarefa dos advogados de defesa.

Devidamente caracterizados, durante os ensaios os alunos esconderam a maioria dos argumentos e provas que usaram no dia. Isso foi uma surpresa para todos os envolvidos, haja vista que o resultado, de fato, era imprevisível: venceria quem argumentasse melhor.

Para a abertura do evento, alguns educandos apresentaram uma envolvente coreografia da música Elephant gun da banda estadunidense Beirut. A dança fez referência ao tema dos protagonistas da minissérie Capitu exibida pela Rede Globo de Televisão em 2008.

O evento contou com a presença de um ilustre convidado: o advogado Ângelo Lourenzo D’Amico Bezerra, ex-aluno do professor organizador do evento que contribuiu com sua fala dando dicas e orientações aos discentes antes de que o júri começasse.

O resultado foi extremamente positivo: o 9º ano A conseguiu inocentar a ré; o 9º ano B conseguiu a condenação. Em ambos os cenários os maiores vencedores foram os alunos que mostraram, por meio do protagonismo juvenil, toda sua capacidade artística, literária e argumentativa. Machado de Assis nunca esteve tão presente e tão bem representado.