Deus é sempre o primeiro a amar-nos e, com este amor, vem ao nosso encontro e chama-nos. (Papa Francisco)

Texto por: Ir. Liv Peralta Silva | FMA

Neste ano, marcado pelas tribulações e desafios causados pela pandemia do covid-19,o sofrimento e a morte fazem-nos experimentar a nossa fragilidade humana; mas, ao mesmo tempo, todos nos reconhecemos participantes de um forte desejo de vida e de libertação do mal. Neste contexto, o chamado à missão, o convite a sair de si mesmo por amor de Deus e do próximo aparece como oportunidade de partilha, serviço, intercessão. A missão que Deus confia a cada um faz passar do eu medroso e fechado ao eu resoluto e renovado pelo dom de si.

Em sua mensagem para o dia mundial das missões 2020,que será celebrado em 18 de outubro,  Papa Francisco afirma: “No sacrifício da cruz, onde se realiza a missão de Jesus Deus revela que o seu amor é por todos e cada um. E pede-nos a nossa disponibilidade pessoal para ser enviados, porque Ele é Amor em perene movimento de missão, sempre em saída de Si mesmo para dar vida.”

A Obra Social Madre Mazzarello em parceria com a Comunidade Evangélica Vida e Amor, que enviou 10 jovens e 3 adultos, para participarem da ação “Mãos que se ajudam” realizou no dia primeiro de agosto, a distribuição de  caldo de piranha com torrada aos adultos e macarronada e pizza de sardinha para as crianças do bairro Jatobazinho próximo a sede do Projeto Geniquinho. Foram servidas 120 refeições.

Às 10 famílias anteriormente mapeadas através das visitas domiciliares realizadas pela assistente social Leidiane e pela Ir. Liv, foram doadas cestas básicas e kits de higiene.

Os jovens Nathalia e Thalles, escreveram, um depoimento sobre a experiência que fizeram.

“O que mais ouvimos nesse momento das autoridades competentes e meios de comunicação é ” fique em casa ” ou “proteja sua família “. E tendo em vista nossa real situação mundial, é o correto a se fazer, entretanto, resta uma indagação: Como ficar em casa, se sua casa não possui a estrutura necessária para a sua permanência nela?
Em meio a essa pandemia mundial que estamos enfrentando, se faz necessário ter esperança e união para com o próximo.
Quando chegou ao nosso conhecimento a cerca de uma região carente na cidade de Corumbá, nos causou certo espanto, por compreender que bem próximo a nós, existem pessoas que precisam de políticas públicas, mas a sua realidade é a extrema pobreza. Hoje não consigo parar de pensar em como eles estão, e o que estão fazendo para sobreviver. Sobreviver é uma palavra usada na prática na vida deles. Unimos forças e fomos a luta e tudo está se saindo bem. É só o começo.
Ajudar cada família é gratificante para a minha formação como ser humano, é valorizar cada momento em minha vida. Espero poder ajudar cada vez mais.”

Nathalia Villarva da Rocha e Thalles Lima Sodré de Farias